Ingressar no mercado de trabalho pode gerar mais dúvidas do que parece. Isso porque existem muitos termos envolvidos em divulgação de vagas e, principalmente, quanto ao caminho que você deve seguir para se tornar um profissional de sucesso.
Dois termos que aparecem com muita frequência são carreira e profissão. Embora sejam empregados como sinônimos em muitos contextos, a verdade é que existe uma diferença entre essas duas nomenclaturas. E conhecer essa diferença pode tornar a sua vida bem mais simples.
Profissão e carreira: do ponto de partida ao ponto de chegada
Uma boa forma de compreender a diferença entre carreira e profissão é comparando a sua jornada profissional com uma viagem.
Nesse sentido, a profissão é o seu ponto de partida, isto é, de qual formação você parte para o mercado de trabalho. Aqui vão alguns exemplos: médico, enfermeiro, administrador, matemático, biólogo, engenheiro, jornalista.
Essas são profissões bastante conhecidas e pressupõem uma formação de nível superior para exercê-las. Mas, a partir dessa formação de base, você tem várias opções de carreira, ou seja, caminhos diferentes.
Pegando a profissão de jornalista como exemplo, você pode seguir carreira como repórter cinematográfico, âncora de jornal, editor, produtor de conteúdo digital, e por aí vai.
Da mesma forma, o médico pode seguir carreira como clínico geral, ortopedista, ginecologista, oftalmologista, gestor em saúde, entre outras.
Percebe a diferença? Agora vamos nos aprofundar em cada um desses conceitos.
Profissão: sua base técnica para atuar
Lembra que a profissão é o seu ponto de partida? Esse ponto de partida costuma ser uma formação educacional formal, isto é, chancelada por uma instituição de ensino. Nesse caso, pode ser tanto um curso técnico quanto um curso de graduação.
Via de regra, a instituição confere um certificado ou diploma, o qual te habilita a atuar naquela profissão, assegurando que você recebeu os conhecimentos básicos necessários para essa atividade.
Além do diploma, algumas profissões exigem registro em conselhos de classe, como é o caso da medicina, psicologia, fisioterapia, enfermagem, entre outras.
Esses são cuidados essenciais para evitar que pessoas não habilitadas ingressem em determinadas áreas e possam prejudicar os usuários finais desses serviços.
Carreira: trilhando seu próprio caminho
Todos os anos, milhares de estudantes deixam o ensino superior com uma profissão. Contudo, cada pessoa tem a oportunidade de desenvolver uma carreira própria, o que pode diferenciar esses profissionais no mercado de trabalho.
Inclusive, muitas pessoas se formam em uma área e acabam desenvolvendo sua carreira em outra, o que mostra uma maior flexibilidade da carreira em relação à profissão.
A carreira envolve tanto interesses pessoais quanto valores e objetivos de longo prazo. Por exemplo: uma pessoa pode se formar em medicina (profissão) com o desejo de desenvolver carreira como gestor em saúde.
Nesse exemplo, não há necessidade de a pessoa atuar diretamente em consultórios ou clínicas, atendendo pacientes — exceto durante o internato, que é obrigatório durante a faculdade.
A carreira também possibilita uma combinação mais abrangente de conhecimentos, a partir dos seus interesses. Um jornalista, por exemplo, pode se especializar em saúde ou então em economia, seguindo uma carreira bastante diversa.
Da mesma forma, um engenheiro pode desenvolver sua carreira em gestão de pessoas e um matemático pode se tornar empreendedor.
Como você pode perceber, a profissão não muda ao longo do tempo, exceto se você tiver duas formações com habilitações diferentes. A carreira, por outro lado, pode ser reorientada segundo seus interesses. E essa é a grande diferença entre essas duas palavras.
Profissão ou carreira: o que escolher primeiro?
É bastante comum pensarmos primeiro na profissão, afinal, é o que está mais próximo de nós no dia a dia. Contudo, ter uma visão clara da carreira que você quer seguir pode te fazer repensar os seus objetivos profissionais.
Imagine que você passou sua vida inteira desejando ser advogado e esta parece ser a melhor profissão no momento. Mas você simplesmente odeia passar o dia inteiro dentro de um espaço fechado, como um escritório.
Embora seja possível desenvolver uma carreira mais livre no direito, a verdade é que os primeiros anos de trabalho exigirão que você esteja dentro de um escritório. E isso pode se tornar incompatível com a sua própria natureza.
Inverter essa equação e pensar primeiro na carreira pode te mostrar outros caminhos que não ficam tão claros quando olhamos apenas para profissões.
Pensar na carreira envolve olhar para dentro de si e identificar aquilo que faz o seu coração bater mais forte, mesmo que isso não possa ser traduzido em uma profissão formal.
Imagine que você adora aeromodelismo. Não existe uma faculdade que forme aeromodelistas. Mas existem caminhos para você chegar aonde quer.
Você pode querer cursar engenharia aeronáutica para entender melhor como funcionam os aviões. Ou pode simplesmente querer se aprofundar no assunto aprendendo com outros profissionais, sem necessariamente cursar uma faculdade.
Você também pode iniciar uma carreira como doceira tendo aprendido com a sua avó e depois decidir fazer uma faculdade de nutrição para ter um diploma e desenvolver novas soluções dentro da sua área de atuação.
Este é outro ponto importante: a carreira nem sempre está relacionada a um estudo formal. Ela pode ser construída ao longo do tempo com base em aprendizados empíricos.
Um bom exemplo disso são os cantores. A maioria deles não possui uma formação em canto. Suas carreiras são desenvolvidas com base na aquisição de conhecimentos práticos ao longo da vida.
Agora que você já sabe a diferença entre carreira e profissão, pode combinar as duas e escolher uma formação que reflita o futuro que você deseja. E se precisar de opções, aqui na Multivix existem várias. Confira nossas ofertas de cursos de graduação!