Acesso à saúde, educação, segurança, saneamento básico e renda mínima são alguns dos direitos fundamentais a que todo ser humano tem direito. Contudo, ter direito não significa ter acesso de fato a esses recursos, como muitos dados nos mostram.
Só para você ter uma ideia, em 2021 mais da metade da população mundial não tinha acesso a recursos básicos em saúde. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, mais de 1,5 bilhão de pessoas não têm acesso a saneamento básico, no mundo.
Quando o assunto é educação, mais de 250 milhões de crianças e jovens estão fora da escola em todo o mundo, de acordo com dados da Unesco.
Se segmentarmos esse panorama por gênero, raça ou região do mundo, teremos dados ainda mais alarmantes, o que revela que ainda há muito a ser feito para que todas as pessoas sejam vistas e atendidas da mesma maneira.
E o que isso tem a ver com direitos humanos? Tudo, afinal, a área de direitos humanos lida diretamente com a busca pela garantia desses e outros direitos fundamentais para qualquer ser humano.
Quer saber mais sobre o assunto? Continua a leitura!
O que são direitos humanos, afinal?
Direitos humanos são um conjunto de garantias fundamentais a que todas as pessoas do mundo têm direito, independentemente da sua nacionalidade, crença, gênero, etnia, religião ou classe social. Esse conjunto de garantias tem por objetivo assegurar que cada pessoa possa viver com dignidade, liberdade e segurança.
O debate sobre direitos humanos se intensificou logo após a Segunda Guerra Mundial, visando impedir que as mesmas atrocidades cometidas naquele momento da história voltassem a se repetir.
A partir desse entendimento, a Organização das Nações Unidas — ONU estabeleceu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que passou a vigorar a partir de 1948. Entre as premissas dessa declaração, estão:
- os princípios de igualdade, liberdade e fraternidade;
- o direito à vida, à liberdade e segurança pessoal;
- o combate a todas as formas de escravidão;
- o combate à tortura, tratamento degradante ou desumano;
- o acesso à justiça de forma plena e igualitária a qualquer pessoa;
- a liberdade de ir e vir dentro das fronteiras de cada país;
- o direito à propriedade;
- o direito à liberdade de expressão, reunião e associação pacífica;
- o acesso à segurança social, ao trabalho, ao descanso e ao lazer;
- entre outras.
Como você pode ver, existe uma lista extensa de direitos que deveriam ser assegurados a toda e qualquer pessoa no mundo. Contudo, milhões de pessoas ainda não têm acesso a eles.
Qual a importância dos direitos humanos?
Muitas pessoas acreditam que a luta pelos direitos humanos é uma pauta idealista e que seria impossível assegurar a todas as pessoas do mundo essas garantias. No entanto, dados nos mostram que essa realidade poderia sim acontecer, se houvesse um esforço coletivo.
Segundo dados da Oxfam, as pessoas mais ricas do mundo geram 3 bilhões de dólares em apenas um dia. Esse valor seria suficiente para acabar com a crise alimentar na África Oriental.
Além da questão financeira, a garantia de direitos humanos também pode fortalecer as democracias, promover paz e justiça social, evitar conflitos e guerras e assegurar um futuro mais digno e próspero para as próximas gerações.
O que faz um profissional de direitos humanos, afinal?
Se você se identifica com as pautas dos direitos humanos, provavelmente está se perguntando como colocar isso em prática, certo? Então confira algumas das atividades que você poderá exercer se seguir essa carreira:
- Promoção e defesa dos direitos humanos: planejamento, execução e monitoramento de campanhas, políticas públicas e projetos voltados ao tema.
- Pesquisa e monitoramento: mapeamento de dados e elaboração de relatórios sobre violações aos direitos humanos.
- Atendimento às vítimas: atendimento direto às vítimas de violações de direitos humanos, visando oferecer suporte e acolhimento.
- Educação e conscientização: formação de lideranças comunitárias, liderança de projetos e sensibilização da sociedade para os temas que envolvem os direitos humanos.
- Atuação jurídica: advogados podem atuar na área de direitos humanos ajuizando ações e defendendo as vítimas.
- Atuação em órgãos internacionais: composição de missões de campo, observação de processos eleitorais, elaboração de relatórios, entre outras atividades.
- Atuação em ONGs: promover os direitos humanos por meio de ações coordenadas por organizações não-governamentais.
Como você pode ver, oportunidades não faltam para quem deseja seguir uma carreira em direitos humanos. Mas quais seriam os primeiros passos para ingressar nessa área?
Especialização em direitos humanos
Trabalhar com direitos humanos envolve uma série de habilidades. Por isso mesmo, essa carreira pode ser seguida por profissionais de diversas áreas, como comunicação, direito, jornalismo, sociologia, antropologia, estatística, filosofia, entre outras.
Nesse sentido, a melhor forma de adentrar o mundo dos direitos humanos é buscando uma especialização que complemente as habilidades que você já aprendeu na faculdade.
Ao longo dessa formação, que pode durar de 6 a 18 meses, você vai entrar em contato com os fundamentos dos direitos humanos e as principais pautas defendidas por profissionais da área.
Legislação nacional e internacional sobre os direitos humanos, o papel do TPI – Tribunal Penal Internacional e os princípios fundamentais da dignidade humana são alguns dos conteúdos vistos ao longo dessa pós-graduação.
Você também vai conhecer o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos, bem como a evolução histórica dessa área que é tão necessária em um mundo em conflito.
A especialização em direitos humanos também proporciona a oportunidade de conhecer outras pessoas com os mesmos interesses e formar redes de contato que podem se traduzir em projetos de impacto social.
Ficou curioso para saber mais sobre essa formação? Acesse a página da Pós-graduação em Direitos Humanos da Multivix e comece a transformar o mundo!