Mesmo com inúmeros avanços tanto na área da neurologia quanto da psicologia, a mente humana continua sendo um mistério a ser desvendado.
Cada pessoa age e reage aos acontecimentos de uma forma própria, cujos padrões podem ser revelados a partir de processos de análise bastante minuciosos.
Traumas, bloqueios emocionais e distúrbios de personalidade são apenas alguns dos motivos que levam as pessoas a adotarem certos comportamentos que podem levar a atos impensados.
E é dentro desse espectro de possibilidades que a psicologia jurídica atua: tentando desvendar o que está por trás do comportamento das pessoas envolvidas em processos jurídicos.
Se você se interessa pelo assunto, continue a leitura!
O que é psicologia jurídica?
Psicologia jurídica é uma área da psicologia que se ocupa de investigar os processos mentais no âmbito do direito. Nesse sentido, ela pode ser aplicada no direito criminal, no direito de família, no direito do trabalho e quaisquer outras instâncias que demandem uma avaliação psicológica dos envolvidos.
A psicologia jurídica é relativamente nova. Reconhecida em 1960 como profissão, inicialmente ela contava com voluntários para analisar o perfil psicológico de criminosos e adolescentes infratores.
O objetivo era identificar o grau de severidade de uma suposta doença mental e então encaminhar o criminoso de forma adequada para um tratamento psicológico ou psiquiátrico.
Com o passar do tempo, já na década de 1980, percebeu-se que a psicologia jurídica poderia contribuir de forma significativa para a avaliação mental não só no âmbito criminal, mas também nas varas de família e no juizado de menores. Foi então que se deu início aos concursos públicos específicos para esses profissionais a fim de atuarem no âmbito jurídico.
Mais recentemente, a psicologia jurídica também ganhou espaço no direito de família e também no direito de trabalho, auxiliando em processos de separação, guarda de menores e assédio moral no trabalho, por exemplo.
O que faz um psicólogo judicial?
O dia a dia do psicólogo judicial é bastante diversificado e está atrelado à área jurídica na qual atua e ao público envolvido.
Isso significa que no direito penal, sua função será avaliar o perfil psicológico de detentos ou pessoas que envolvidas em processos criminais. Já no direito do trabalho, sua atividade será avaliar o perfil psicológico de pessoas que apresentam algum desequilíbrio mental gerado pelo trabalho.
Nas varas de família, o papel da psicologia judicial é avaliar mulheres e crianças que passaram por violência doméstica, os impactos emocionais de processos de separação e disputa por guarda de menores, entre outras situações.
Diante disso, podemos dizer que as principais funções do psicólogo jurídico são:
- Perícia e avaliação de pessoas envolvidas em processos jurídicos a fim de auxiliar no entendimento sobre a saúde mental, capacidade cognitiva e comportamental de réus, vítimas e testemunhas.
- Suporte técnico-científico na elaboração de laudos que respaldem a interpretação dos fatos e as decisões tomadas em juízo.
- Intervenção psicológica para reabilitação de pessoas a fim de reintegrá-las à sociedade, bem como prevenir novos delitos.
- Mediação de conflitos visando o bem-estar das pessoas envolvidas, em especial nas varas de família.
- Reabilitação de vítimas de violência, para que estas possam retomar suas vidas e superar os fatos ocorridos.
- Elaboração de políticas públicas voltadas para a saúde mental de pessoas privadas de liberdade, vítimas de violência, imigrantes, entre outras.
Onde um psicólogo jurídico pode trabalhar?
Na maioria dos casos, para se tornar psicólogo judicial é necessário prestar concurso público, seja para tribunais, varas de família ou sistemas prisionais.
As câmeras de conciliação dos juizados especializados também podem ser uma porta de entrada para a carreira, facilitando o contato diário com a atuação profissional na mediação de conflitos.
Também há espaço para atuar em entidades do terceiro setor. Aqui, as possibilidades são diversificadas: de entidades voltadas aos direitos humanos a instituições que atuam diretamente com os direitos das mulheres, crianças, imigrantes, povos originários, entre outras.
A consultoria voltada a escritórios de advocacia e empresas também é outra possibilidade de atuação profissional para quem deseja se especializar em psicologia jurídica.
Pós em psicologia jurídica: tudo o que você precisa saber
Agora que você já compreendeu o que é psicologia jurídica e o que faz o profissional da área, é importante conhecer o melhor caminho para trilhar uma carreira de sucesso: fazer uma pós em psicologia jurídica.
A especialização em psicologia jurídica é voltada para profissionais de psicologia que desejam se aprofundar no tema e proporcionar um atendimento de qualidade em tribunais, varas de família e outros órgãos competentes.
Ao longo da pós-graduação, que tem duração de 6 a 18 meses, você vai mergulhar em temas como antecedentes históricos e evolução da psicologia jurídica; elaboração do perfil psicológico no âmbito da psicologia jurídica; e interdisciplinaridade na psicologia jurídica.
Também vai compreender as diferenças entre psicologia jurídica e forense, o que é comportamento desviante e modelos psicológicos e sociológicos na compreensão da delinquência e da sociopatia.
Além disso, vai conhecer os perfis típicos de pessoas com perturbação borderline e antissocial da personalidade e com perversão sexual.
Outros temas relevantes que você verá ao longo da pós em psicologia jurídica são violência familiar e conjugal, sistema presidiário e programas de reabilitação e reinserção na sociedade.
Durante todo o curso, você terá a oportunidade de ver a teoria aliada à prática, a fim de se preparar para o mercado de trabalho e assim conquistar as melhores oportunidades da área.
Também vai contar com um corpo docente especializado e um ambiente de estudos propício para a formação de networking e crescimento profissional.
Sentiu o chamado para fazer a pós em psicologia jurídica e contribuir para a sociedade? Acesse a página da especialização e confira todos os detalhes!