Você já se perguntou o que fazer para que o seu filho deixe a preguiça de lado e mantenha um ritmo de aprendizado consistente? Essa é uma questão que aflige muitos pais e mães, ainda mais em época de vestibular, quando o futuro dos estudantes depende de se sair bem em uma única prova.
Só para você ter uma ideia, 75% dos estudantes universitários consideram-se procrastinadores habituais, ou seja, deixam os afazeres da faculdade para o último momento com muita frequência.
Esse hábito não só pode prejudicar os estudos, mas também gerar outros problemas, como estresse, ansiedade e insônia, entre outros.
Neste artigo, você vai compreender melhor por que seu filho tem preguiça de estudar e o que fazer para ajudá-lo a sair desse ciclo de procrastinação que pode impactar o seu futuro. Continue a leitura!
Procrastinação: é só preguiça ou existe algo mais?
O que muitas vezes vemos como preguiça pode ser um mecanismo de defesa contra a angústia, a ansiedade ou até mesmo a dúvida sobre o caminho a seguir.
Instruções pouco claras sobre a tarefa a ser desempenhada, bem como fatores ambientais (ruído, interrupções, etc.) também podem levar uma pessoa a adiar os estudos.
Além disso, questões de saúde também podem afetar o desempenho acadêmico, como TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, TEA – Transtorno de Espectro Autista e dislexia, entre muitas outras.
Como você pode ver, o que à primeira vista parece preguiça de estudar pode ter raízes bem mais profundas. Por isso, é importante investigar possíveis causas da falta de atenção e constância antes de julgar.
No caso de ser preguiça, o que fazer?
Caso você já tenha investigado mais a fundo e conclua que é apenas aquela preguiça que afeta a qualquer pessoa de tempos em tempos, é possível tomar algumas medidas que ajudem a superar esse comportamento.
Defina um horário de estudos
O primeiro passo para que seu filho deixe a preguiça de lado é estipular um horário fixo de estudos. Um momento no qual ele tenha que, obrigatoriamente, sentar-se diante dos livros e cadernos e se concentrar nas tarefas.
Criar essa rotina ajuda a estabelecer um padrão comportamental que, com o tempo, torna-se um hábito. E quando um hábito se estabelece, todo o organismo se mobiliza de forma mais fácil para executar uma tarefa.
Cuide do ambiente
O ambiente de estudos também cumpre um papel determinante para que o seu filho não tenha preguiça de estudar. Afinal, ninguém consegue se concentrar com pessoas conversando à sua volta, televisão ligada e celular apitando a cada 5 minutos.
Sendo assim, procure estabelecer um local tranquilo, bem iluminado e ventilado para que o seu filho estude. Se for possível ter um cômodo separado na casa para isso, melhor.
Deixe o smartphone longe dos olhos e ouvidos
Outro fator que atrapalha — e muito — os estudos, é ter o celular sempre ao alcance. Seja com as notificações ativadas ou não, a tendência é que só a presença do aparelho interfira na concentração.
Em média, uma pessoa desbloqueia o celular cerca de 152 vezes por dia. Descontando oito horas de sono por noite, isso significa pegar no celular uma vez a cada 6 minutos e meio. O pior é que um 89% das vezes sequer houve uma notificação para justificar a interação.
Sendo assim, para não deixar a preguiça tomar conta, o melhor é manter o celular em outro cômodo da casa ou até mesmo desligado durante o momento de estudo.
Crie um cronograma de estudos
Outra ferramenta que pode ajudar a estabelecer uma rotina consistente de estudos é criar um cronograma. Ele deve estabelecer quais matérias devem ser estudadas a cada dia e por quanto tempo.
Dessa forma, fica mais fácil acompanhar a evolução nos estudos e também os resultados desse esforço em provas e simulados.
Torne o estudo divertido
Muitas pessoas têm preguiça de estudar porque não se adaptam a determinados modelos estudo. Por exemplo, a leitura por longas horas pode tornar o estudo de história monótono. Mas um jogo de charadas pode deixar essa atividade bem mais dinâmica e divertida.
O importante aqui é encontrar novas formas de aprender. E isso passa por compreender quais são as habilidades do seu filho.
Pessoas que têm uma inteligência visual mais forte podem se dar bem com mapas mentais e jogos de memória, por exemplo. Já quem tem a inteligência auditiva mais destacada pode preferir ouvir aulas repetidas vezes ou até mesmo assistir a filmes e documentários.
Há, também, quem aprenda com mais facilidade ao escrever. Neste caso, resumos e fichamentos são bem-vindos.
Treine foco e atenção
Foco, atenção e concentração são habilidades que podem ser treinadas e aprimoradas com o tempo.
Uma simples brincadeira de quem desvia o olhar primeiro pode ajudar a despertar o foco. É possível fazer a mesma coisa mantendo o olhar fixo na chama de uma vela ou um ponto fixo na parede.
Os jogos educativos também contribuem muito para desenvolver essas habilidades: xadrez, damas, resta um, quebra-cabeças e palavras-cruzadas são algumas sugestões que você pode implementar facilmente na rotina da família.
Implemente a técnica pomodoro
A técnica pomodoro é muito simples e ajuda a manter a concentração em atividades que exigem um longo período de dedicação. Você pode começar estipulando 25 minutos de estudo e 5 minutos de intervalo, para ajudar seu filho a criar uma rotina saudável de estudos.
E se não for apenas preguiça de estudar?
Cada vez mais vemos casos de pessoas diagnosticadas com transtornos de déficit de atenção e autismo tardiamente, o que compromete o pleno desenvolvimento dessas pessoas não só nos estudos como também no trabalho.
Outras questões, como dislexia, discalculia e disgrafia também podem estar presentes e necessitar do olhar atento de um terapeuta. Além disso, problemas de visão, como miopia e astigmatismo, por exemplo, também podem comprometer a qualidade dos estudos.
Nesse sentido, se você identificar que existe algo além da preguiça que está prejudicando os estudos do seu filho, a melhor coisa a fazer é buscar ajuda especializada.
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