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Professor tem artigo publicado em revista de Interface

Professor tem artigo publicado em revista de Interface

Professor Getúlio Sérgio Souza Pinto do curso de Psicologia da Multivix Serra publica seu artigo: “Quando a experiência é capturada pela representação: governamentalização das drogas na Saúde e no sistema de justiça criminal”, na Revista INTERFACE.

O Professor Getúlio Pinto do colegiado de Psicologia da Faculdade Multivix campus de Serra teve seu artigo publicado na Revista Interface de Qualis A2.

O artigo intitulado  : “Quando a experiência é capturada pela representação: governamentalização das drogas na Saúde e no sistema de justiça criminal” articula as vivências dos pesquisadores com certa literatura consagrada sobre a temática, debatendo os modos pelos quais os operadores de justiça justificam suas ações a partir de enunciados pretensamente científicos advindos da saúde, através de duas pesquisas de campo.

Uma das pesquisas é um estudo etnográfico, e a outra uma investigação documental de cunho genealógico; de modo que essas duas perspectivas metodológicas atravessam este relato de experiência, o qual se fundamenta na analítica foucaultiana para tecer uma conversa entre as pesquisas, as experiências em torno dos estudos e demais produções sobre o uso de psicoativos ilegais

Os autores concluem na pesquisa  com os operadores do sistema de justiça criminal que investigou a visão desses profissionais sobre as políticas de drogas, pode-se encontrar, pela experiência de contato etnográfico, uma naturalização da droga ilícita como um mal ontológico. Em vários momentos, isso emergiu na fala dos entrevistados. Nesse sentido, o artigo debateu como as representações sobre as experiências de usos de drogas presentes em documentos importantes do campo da saúde e nas práticas discursivas dos agentes do sistema de justiça criminal acabam capturando as próprias experiências e sensações decorrentes desses distintos tipos de consumo em preconcepções estigmatizantes. Esse mecanismo contribui para a criação de um quadro de saúde pública que mais produz precariedade no contato com a droga do que a resolução de algo, fato que não é menos verdadeiro no campo das práticas jurídicas.