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Para que serve a saúde da mulher, afinal?

Para que serve a saúde da mulher, afinal?

É comum pensarmos que a saúde é um direito universal e que está disponível para a maioria das pessoas, certo? Mas você sabia que apenas 7% das pesquisas em saúde são destinadas a problemas que afetam exclusivamente as mulheres?

Outro dado importante a ter em conta: apenas 5% dos medicamentos disponíveis foram efetivamente testados, monitorados e regulados para manter a segurança de gestantes e lactantes.

Isso demonstra que existe uma lacuna gigantesca entre a promoção da saúde de homens e mulheres, o que traz consequências. Uma delas é que, apesar de viverem, em média, 5 anos a mais do que os homens, as mulheres passam 25% mais tempo de suas vidas com problemas de saúde.

Esses são apenas alguns dados que servem de base para apresentarmos um tema de extrema relevância para você: a importância da saúde da mulher.

A saúde da mulher serve para quê, afinal?

Embora tenhamos avançado bastante nos últimos 30 anos, a verdade é que os investimentos em pesquisas voltadas à saúde da mulher ainda está muito aquém do necessário.

Isso prejudica não só a qualidade de vida dessas mulheres, que se veem limitadas na construção de suas vidas, sonhos e carreiras, mas também impacta diretamente na economia global.

Segundo dados da McKinsey, eliminar a lacuna na saúde das mulheres poderia introduzir 1 trilhão de dólares no PIB mundial anualmente até 2040. Além disso, poderia levar cerca de 137 milhões de mulheres ao mercado de trabalho em tempo integral, gerando renda para si mesmas e contribuindo de forma significativa para o crescimento econômico.

Isso acontece porque os fatores de adoecimento das mulheres surgem, em sua maioria, entre os 20 e 70 anos, época em que estão economicamente ativas.

Saúde da mulher: muito além da saúde sexual

Quando falamos em saúde da mulher, é bastante comum associarmos a questões ginecológicas, como endometriose, miomas, câncer de colo de útero, entre outras. Contudo, precisamos ir além desse entendimento.

Um exemplo é a prevalência de esclerose múltipla em mulheres (76% dos casos no Brasil). Também podemos citar a prevalência de artrite reumatoide (75% dos casos) e outras doenças que afetam diretamente o sistema nervoso.

Como cita Anna Bode, Diretora de Saúde e Ciências Biológicas da empresa Kearney, “precisamos parar de dividir as mulheres em partes do corpo e entender que a saúde da mulher inclui condições que afetam todo o corpo ao longo da vida”.

Aqui, vale ressaltar que questões mentais e emocionais também afetam a saúde da mulher, como traumas, estresse, ansiedade, depressão, entre outras.

Nesse sentido, quando nos perguntamos para que serve a saúde da mulher enquanto campo de estudo, estamos buscando respostas a todas essas questões que fazem parte do dia a dia de metade da população mundial.

Um objetivo, muitos caminhos

Como bem define a Organização Mundial de Saúde — OMS, “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Nesse sentido, para garantir a saúde da mulher, precisamos olhar para as questões sociais que impactam sua existência, como segurança, igualdade de oportunidades e justiça social, entre outras.

No âmbito físico propriamente dito, a saúde da mulher pode ser assegurada por práticas integrativas de saúde combinadas a pesquisa e desenvolvimento de tratamentos especificamente voltados para a sua biologia.

Outro ponto fundamental é proporcionar saúde mental às mulheres, seja por meio de programas de acompanhamento terapêutico acessíveis, desenvolvimento de políticas públicas voltadas a este objetivo ou condições de vida menos insalubres, como locais de trabalho livres de assédio e segurança pública.

O papel dos e das profissionais de saúde na saúde da mulher

Compreender as características únicas do corpo feminino, como ciclos hormonais, órgãos próprios, e até as diferenças entre o cérebro de homens e mulheres é essencial para a promoção de um atendimento de saúde personalizado.

Além disso, buscar conhecer o contexto econômico, social e cultural no qual a mulher vive pode contribuir para uma maior aproximação com a paciente e assim conquistar maior adesão ao tratamento.

Praticar uma escuta ativa, deixando que a mulher expresse suas preocupações e percepções também é essencial para que ela se sinta acolhida durante o atendimento.

Finalmente, lembrar-se de que o corpo de uma mulher responde de forma distinta do corpo masculino à maioria dos tratamentos pode ajudar a equipe de saúde a oferecer o suporte necessário para que ela fique bem.

Especialize-se em saúde da mulher

Como você viu ao longo do artigo, a saúde da mulher vem sendo negligenciada há centenas de anos, o que tem custado o equivalente a 75 milhões de anos de vida perdidos devido a problemas de saúde ou morte precoce por ano, segundo a McKinsey.

Diante dessa perspectiva, aqui na Multivix oferecemos a Pós-graduação em Saúde da Mulher para que profissionais de saúde pública e privada possam se aprofundar no tema e assim oferecer um atendimento de qualidade às mulheres.

Ao longo dessa pós-graduação, você vai entender os aspectos históricos que conformaram o campo de estudo da saúde da mulher, bem como as políticas públicas que vêm sendo desenvolvidas para este público em particular.

Você também vai se aprofundar em temas como desenvolvimento reprodutivo, gestação e puerpério, visando oferecer um cuidado integral em todas as fases da vida da mulher.

Temas emergentes, como assistência à mulher vítima de violência, gênero e sexualidade feminina também entram na grade curricular, para que você tenha as ferramentas necessárias para prestar todo o suporte às suas pacientes.

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Olá, eu sou a Malu, consultora virtual da Multivix.

Estou aqui para te ajudar!