Embora nossa sociedade venha se concentrando cada vez mais na mente e em como ela pode se expandir, a verdade é que nós vivemos no corpo. É ele que nos permite caminhar, trabalhar e realizar coisas. E também é o corpo que recebe todas as sensações que o mundo nos oferece: frio, calor, vento, chuva, palavras amáveis e rudes, prazer e dor, felicidade e tristeza…
Todas essas sensações são recebidas pelo corpo e transmitidas à mente, que processa tais estímulos e forma memória. Essas memórias podem se tornar apenas registros em nossas mentes, mas também podem ser tão significativas que acabam se manifestando no corpo de diversas formas.
É por essa razão que vários estudiosos passaram a investigar a relação corpo-mente e como ela afeta o nosso dia a dia, resultando em inúmeras vertentes de pesquisas, como psicomotricidade e a bioenergética, por exemplo.
No artigo de hoje, vamos explorar a psicomotricidade. Continue a leitura!
O que é psicomotricidade?
Psicomotricidade é uma área de estudo que se ocupa de investigar a relação entre a mente e os movimentos do corpo. Para tanto, ela se debruça sobre fatores emocionais, cognitivos e sociais, com o objetivo de prevenir e tratar distúrbios psicomotores.
Na prática, a psicomotricidade avalia como cada pessoa se relaciona com o ambiente à sua volta por meio da observação dos movimentos corporais. Dessa forma, pode compreender melhor como se dá a relação entre mundo externo e mundo interno.
Baseada no tripé movimento, intelecto e afeto, a psicomotricidade contribui para que cada pessoa possa elaborar melhor suas emoções, desenvolver coordenação motora, melhorar a concentração, desenvolver mais autoconsciência corporal, recuperar a autoestima e conquistar mais independência na execução de atividades.
Vivendo no corpo
O primeiro pilar da psicomotricidade é o movimento, ou seja, aprender a estar no corpo e usá-lo da melhor maneira possível. Por isso, são trabalhadas práticas de equilíbrio, coordenação motora, orientação espacial e sensação tátil, entre outras.
Ideais para crianças, adolescentes, adultos e idosos, essas práticas de psicomotricidade auxiliam no fortalecimento do tônus muscular, maior independência e autonomia no dia a dia.
Elas podem ser aplicadas com crianças que possuem dificuldades de equilíbrio ou que estão desenvolvendo habilidades motoras. Também podem ser de grande ajuda na reabilitação de adultos que sofreram algum tipo de trauma e até mesmo com idosos, a fim de manter sua mobilidade.
Afiando a mente
A psicomotricidade também contribui para que desenvolvamos mais foco e atenção no dia a dia e exercitemos a nossa capacidade de memória e raciocínio. Portanto, a cognição é o segundo pilar desse campo de estudos.
Essas práticas são ideais para pessoas que possuem transtorno de déficit de atenção, algum atraso no desenvolvimento cognitivo ou dislexia, por exemplo. Também pode ser de grande valia em casos de esquizofrenia, paralisia cerebral e comprometimento cognitivo causado por doenças como Parkinson ou Alzheimer.
Lidando com as emoções
O terceiro pilar da psicomotricidade são as emoções. Aqui, o objetivo é compreender como cada pessoa se relaciona com o ambiente e com as pessoas ao seu redor e como isso impacta suas emoções.
Trabalhar esse pilar é fundamental para promover relações interpessoais mais saudáveis e desenvolver inteligência emocional para lidar com as mais diversas situações.
A regulação emocional é outro objetivo deste pilar, já que as emoções impactam significativamente na qualidade de vida das pessoas. Nesse sentido, aprender a lidar com as frustrações, com os momentos de tristeza e as limitações é essencial para uma boa convivência.
Psicomotricidade na prática
Na prática, a psicomotricidade oferece uma quantidade enorme de ferramentas, a depender do objetivo a ser trabalhado e da faixa etária com a qual se está trabalhando.
Psicomotricidade na educação infantil
Na educação infantil, a psicomotricidade pode ser trabalhada por meio de jogos e brincadeiras, como amarelinha, andar em linha reta, desviar de obstáculos ou encaixar peças e formas geométricas.
Desenho, pintura, dança e esportes também podem fazer parte do mix de ferramentas do profissional em psicomotricidade, mas o ideal é que não existam muitas regras para que as crianças possam se expressar livremente.
Psicomotricidade na adolescência
Na adolescência, a psicomotricidade já pode ser trabalhada de uma forma mais ordenada, com a proposta de jogos e regras fixas. Mãe-pega, caçador, pular corda, corrida de saco, entre outras atividades podem ser propostas.
Expressões artísticas são muito bem-vindas, como escrita, pintura, marchetaria, colagem, entre outras. Afinal, a arte pode ajudar os adolescentes a se expressarem com mais liberdade e autenticidade.
Psicomotricidade na fase adulta
Na fase adulta, é possível trabalhar a psicomotricidade com jogos de caça-palavras, dinâmicas de grupo, jogos de memória e também práticas corporais, como aulas de movimento livre ou até mesmo práticas como yoga e tai chi chuan.
Para pessoas com limitações de movimentos, a psicomotricidade pode entrar como auxiliar na recuperação de movimentos como levantar e abaixar os braços, empilhar objetos ou na promoção do equilíbrio corporal.
Como trabalhar com psicomotricidade?
Até aqui, você já descobriu o que é psicomotricidade e como ela pode auxiliar crianças, jovens e adultos. Mas por onde começar para se tornar um profissional dessa área?
Nossa indicação é que você procure por uma especialização em psicomotricidade, a fim de aprender todas as ferramentas que precisa para oferecer um atendimento diferenciado às pessoas que você deseja atender.
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Ao longo desse curso, você vai aprender sobre linguagem corporal, movimentos criativos, jogos educacionais e desenvolvimento cognitivo e psicomotor. Além, é claro, de mergulhar fundo na teoria e prática da psicomotricidade.
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